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terça-feira, 7 de maio de 2013

PARÓQUIA DE SÃO JOÃO BATISTA - PENDÊNCIAS-RN


CONSTRUÇÃO DA CAPELA DE SÃO JOÃO BATISTA DE PENDÊNCIAS
       Em 1896 o Padre Francisco de Assis Albuquerque sugeriu a idéia da construção de um templo na comunidade de Pendências para melhor administrar os serviços da religião, foi no senhor da Casa Grande, Felix Rodrigues Ferreira que encontrou o mais franco e decidido apoio. Apoio que se transformou depois na mais completa dedicação. Pois segundo me disse o Monsenhor Assis em carta publicada páginas atrás, foi tal a dedicação de Felix Rodrigues Ferreira e do seu filho João Macário Rodrigues Ferreira, nos serviços de construção da Capela que, pode-se dizer, foram eles os verdadeiros construtores do templo sagrado. Isto sem falar n doação do terreno do patrimônio de São João Batista, feira por Felix Rodrigues Ferreira, como  na doação da “Casa de São João”, feita, em morte deste, por sua mulher Maria Rodrigues Ferreira de Melo (Dona Cóta).
       Em 2895, quando se iniciou o serviço da Capela ja era regular o número de casas, estendidas entre a Pendência de Cima e a Pendência de Baixo. Numerosas, mas dispersas, desordenadas, sem simetria, sem alinhamento. Nada lhe faltaria para um miseravel arraial de bugres. A construção da Capela, porém, evitou aquele desperdícios de energias, aquele malbaratar de aptidões, fixando geograficamente a população e concentrando-a em torno de um objetivo comum; a constituição da “rua”. Com o alinhamento das primeiras casas para formação da primeira “rua” perdeu certamente o movimento geral de construções que se iniciava desordenadamente em toda a área compreendida entre a Pendência de Cima e a Pendência de Baixo. Em compensação, ganhou a povoação em estética e simetria, adquirindo mais tarde os foros de “povoação” e finalmente de “Vila”. Há, entretanto, uma questão construir as primeiras casas da “rua”.
        E qual foi a primeira  “rua” – Tomé da Rocha Bezerra que me orienta nessa indagações, informa: a primeira casa da “rua”, propriamente dita, foi construída pelo prático da Barra de Macau, Antonio Batista, em 1893. Era de taipa e ficava mais ou menos onde hoje  a Casa de São João.
     Portanto, a Capela de São João Batista de pendências foi construída em 1895. Gravada na soleira da porta  principal. Lia-se até 1941, quando construíram a Torre, esta curiosa e original inscrição: - “ESTA HOBRA FOI EDIFICADA EM 1895”. Como foi edificada a Capela – Eis uma pergunta que merece ser esclarecida. Com dinheiro de quem;
     Muito antes da edificação da Capela  já Felix Rodrigues Ferreira, proprietário, fazendeiro, Senhor da Casa Grande mandou fazer o “Quarto dos Santos”, com altar de alvenaria, celebrando anualmente a festa do Santo protetor da família, das propriedades e fazendas, com novenas, missas, foguetões e  fogos doa r, tiro de roqueira, vaquejadas, animação. Ali reunia todos os anos, gente de Macau e do Assu, da Várzea, dos arredores, das fazendas vizinhas, assistentes espontâneos e convidados, vaqueirama numerosa e expedita, gente de prol ao lado do povo humilde e bom.
      O Santo possuía gado, dinheiro, em mãos do seu modesto e piedoso devoto. O dinheiro provinha de davidas, feitas em paga de favores, obtidos por intermédio do Santo. O gado era o resultado de doações feitas por fazendeiros da região, inclusive as do próprio Felix Rodrigues Ferreira.
       A construção da Capela, pois seria mais cedo ou mais tarde. Só dependia de oportunidade. A idéia vivia latente.  Nomeação do Santo Padre Francisco de Assis e Albuquerque para a freguesia de Macau, em 1892, veio solucionar definitivamente o caso. De fato. Ali chegando sugeriu a idéia, sendo por todos aceita com as mais positivas demonstrações de simpatia e solidariedade. Felix Rodrigues Ferreira fez,, sem delongas, doação de cinqüenta braças de terra para constituição do patrimônio de São João, na intenção de “auxiliar as despesas de guiamento da Capela com foros dos moradores (Palavras textuais do Monsenhor Francisco de Assis e Albuquerque, em carta que me foi dirigida. A arranjado o terreno, urgia promover os meios para construção do pequeno templo. E logo feita uma bolsa entre os moradores da região, colhendo bons resultados. Iniciam-se assim os trabalhos e quando estes estavam relativamente adiantados, eis que o dinheiro se acaba, pondo em cheque o nome do principal interessado e administrador do serviço: FELIX RODRIGUES FERREIRA. E quando este se dispões a concluir os trabalhos da Capela por qualquer preço, mandando atacar os serviços por sua conta. Informações colhidas entre pessoas antigas, estranhas                                            totalmente à família do fundador, dizem que a sua contribuição elevou-se a cerca de quartoze contos de reis (moeda do tempo). Corroborando essa assertiva, afirma Tristão Cisneiro de Góis, que só a herança de JOÃO MACÁRIO RODRIGUES FERREIRA, no valor de sete contos (7.000$00  foi integralmente aplicada nos serviços da Capela. Monsenhor Francisco de Assis e Albuquerque, consultado a respeito, não destoa desse ponto de vista, quando diz, falando de FELIX RODRIGUES FERREIRA e seu filho JOÃO MACÁRIO: - “Os dois tomaram a peito a construção da Capela e todos os outros que os auxiliaram ficaram muito a quem de seus esforços”. Em carta de 30 de setembro de 1944 que me dirigiu o macauense Monsenhor José Tibúrcio, respondendo uma consulta que fiz por seu intermédio ao Monsenhor Assis, responde categoricamente: - Quanto ao concurso de FELIX e JOÃO MACÁRIO para a construção da Capela lembra-se que foi o mais positivo. Quase que se pode dizer que foram eles dois que a fizeram, pois os demais concorreram com poucos auxílios”. Não há nessas ligeiras referencia nenhum intuito de obscurecer a contribuição modesta, mas, certamente, de boa vontade, de todos aqueles que se solidarizaram moral e financeiramente para levantar a Capela de São João Batista de Pendências. O que sinceramente nos anima é dar a FELIX RODRIGUES FERREIRA e ao seu filho JOÃO MACÁRIO, o lugar que realmente merecem na fundação de Pendências. Alcançado este desideratum, passemos adiante.
    Quem abriu a inscrição acima transcrita na pedra da porta principal da Capela – Foi o pedreiro JOÃO MARTINS, às vistas do próprio FELIX RODRIGUES, no alpendre da Casa Grande.
   E a pedra fundamental quando foi sentada – No dia 7 de janeiro de 1895, ao som de música e fogos do ar. Deveria ter sido no dia 6. Mas a missa de Reis, em Macau e ao mesmo tempo, no Rosário, próximo a Pendências, fez adiar para o dia sete de janeiro. Alguns informantes dão como oficiante nas cerimônias do dia 7, um Padre Marcelino. Mas em 1895 o Vigário de Macau era o Padre Francisco de Assis e Albuquerque, Padre Marcelino seria o vigário do Assu que depois da festa do Rosário foi proceder as cerimônias litúrgicas da pedra. Algumas pessoas a quem recorri me disseram que depois da festa do Rosário o povo foi para a festa de Pendências...
      O altar-mor, segundo notas em meu poder, só foi construído depois do falecimento de FELIX RODRIGUES, isto é, depois de 10 de junho de 1898, com o dinheiro deixado por ele para esse fim. A mão de obra deve-se a JOÃO GASPAR e elevou-se a um conto de réis (1.000$000). A Casa de São João foi igualmente construída quando Felix já era morto, a mando da sua esposa, MARIA JOAQUINA RODRIGUES DE MELO. O vulto pequeno de SÃO JOÃO pertenceu á primeira esposa de FELIX. JOANA RODRIGUES FERREIRA, o qual foi doado á Capela por promessa do Fundador. A sua transferência da Casa Grande para a Capela só se deu no dia 25 de janeiro de 1899, quando já estava pronto o altar-mor. Felix já não existia. Oficiou a entronização da imagem, o Padre Vicente Giffoni, italiano. O vulto grande de São João foi oferecido à Capela por JOÃO RODRIGUES FERREIRA DE MELO, quando era Vigário o Padre JOAQUIM HONÓRIO DA SILVEIRA. A imagem do Coração de Jesus foi adquirida com esmolas arrecadas entres as senhoras do povoado. Nessa ligeira resenha sobre a Capela que completa 50 anos (07 de janeiro de 1945) (atualmente, 7 de maio de 2013),  118 anos
FONTE: ARTIGO ESCRITO POR MANOEL RODRIGUES DE MELO, PUBLICADO NA REVISTA “BANDO”, EDITADO EM NATAL – 1949. Injustiça seria deixar de mencionar as mãos humildes e generosas dos irmãos JOÃO e MANOEL GASPAR, de JOÃO CÃNDIDO, SEU PRIMEIRO SACRISTÃO, do negro LUIZ, antigo escravo do português JOSÉ GOMES DE AMORIM e de MANOEL RODRIGUES FERREIRA SOBRINHO (MANÉCO RODRIGUES) e tanto outros que já entregaram suas almas a DEUS pelo mal ou pelo bem que fizeram neste vale de lagrimas

     FONTE – ARTIGO ESCRITO MANOEL RODRIGUES DE MELO, PUBLICADO NA REVISTA “BANDO”, EDITADA EM NATAL, EM 1949 - 

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